quarta-feira, 24 de setembro de 2014

DECEPÇÕES & DEVANEIOS

..Ela há muito que havia tentado, de todas as formas e maneiras, mas sempre havia encontrado no final da linha, no final da luta, a mesma amiga (já havia se tornado amiga) de sempre, a decepção. Não a decepção de sempre, mas, uma decepção nova,mais forte, mais violenta e até estúpida.
A decepção de não encontrar, de não ver no meio do nevoeiro da dúvida, depois de tantos dias distante de quem a fazia sonhar, sorrir...depois de um dia de luta, de saudades à cada momento, à cada pensamento, que a cada encontro, sentia o renovo da esperança, de amor pela vida, pelo mundo.
Como dói as decepções, e neste momento imagino, penso como tudo acontece, e como escalamos a ladeira difícil de nossas vidas, que não foi programada mas vivida intensamente.
Me pergunto: Estamos edificando nosso futuro em um alicerce feito unicamente de amor e regado de muito carinho? O alicerce não foi forte o suficiente para suportar as ondas bravias que os atingiu. 
Seus pensamentos volta ao inicio de tudo. Como e quando houve uma decepção? Foi nesta vida agitada, cheia de violências, de desencontros...onde os encontros são tão raros, em que se luta para achar a parte do todo que cada um de nós formamos; acontecem risos, lágrimas, regressos e partidas. Existe quem se encontra no outro, quem se encontra em si mesmo e até quem se encontra na morte.
Era nessa procura, nessa angústia, que ela se via no silêncio de pedra, e por causa deste silêncio a diziam apática.Mas para mim, este silêncio era um riso.Era o silêncio dos que sabiam tudo e não precisava falar para aprender.Por isso não falava, só ouvia e sorria, e do seu silêncio ela era amiga...
De repente, ela leu na indiferença, uma indiferença aparente, a mesma angústia que trazia a vontade de encontrar a felicidade afinal, suprema, que nos impulsiona a ir em busca do desconhecido, se arriscando pela outra metade...





          

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