sábado, 11 de junho de 2016

As primeiras Práticas Educacionais com características modernas em relação aos negros no Brasil.

As primeiras Práticas Educacionais com características modernas em relação aos negros no Brasil.

Resumo

O estudo teve como objetivo analisar caráter histórico das primeiras práticas educacionais, com características modernas, que foram dirigidas aos negros no Brasil. O assunto tomado para análise, abrange período em que se processa a abolição do trabalho escravo, mais especificamente, o iniciado a partir da promulgação da Lei do Ventre Livre, de 1871.
Lei esta que estabeleceu que crianças nascidas de mulheres escravas passassem a ser consideradas de condições livres.
Em meio às condições para a libertação das crianças nascidas de mulheres escravas, surgiu um intenso debate a respeito da educação como dimensão complementar do processo de abolição do trabalho escravo.
Houve a preocupação, da parte de parlamentares, em associar a libertação do ventre a um conjunto de mudanças relativas à educação.
Entendiam eles, que para inserir essas crianças na esfera da liberdade, fazia-se necessário dirigir, a elas, uma educação diferente da que usualmente se praticava durante a escravidão.

Segundo o autor, Perdigão Malheiros, a libertação do ventre e a educação, são articulados de forma clara sendo que a educação chega até mesmo ser tratada como uma dimensão complementar do processo de abolição do trabalho.
No entanto, a articulação entre abolição do ventre não foi colocada em destaque paraproteger as crianças que nasceriam livres.
Para Malheiros, o que verdadeiramente expressa, é a tentativa de minimizar o impacto que o fim do trabalho escravo poderia gerar no perfil da sociedade brasileira, que receberia um número significativo de indivíduos originários do cativeiro na condição de cidadãos livres.
Com isso, percebe-se que a lei do ventre livre e a educação causaram impacto devido à libertação dos escravos, com certeza correriam atrás de bens melhores para cada um e assim, não seriam mais humilhados e faria tudo aquilo que desejassem.
Malheiros diz que a responsabilidade de educar era vista como um problema, pois e
evidente que os senhores não estavam dispostos a assumir tal compromisso em relação aos filhos de escravas.
Dessa forma, entendemos que os senhores não queriam assumir o compromisso com os filhos de escravas em relação a educação, devido a preocupação de um dia essas crianças nascidas de escravas, pudessem vir chegar a ocupar um espaço na sociedade da mesma forma que os filhos ou os senhores ocupavam.
Assim, a posição manifestada no próprio parecer enviado a Câmara dos Deputados, exprime a consciência dos representantes nos interesses dos senhores de escravos, de que a libertação do ventre não poderia vir associada a uma mudança efetiva do status das crianças que nasceriam livres.
Devido a obrigação que os patronos tinham não só de tratar os filhos de suas escravas como pessoas livres, mas também de dar-lhes educação, não concordamos com Malheiros, em dizer que isso se tornava uma discórdia, pois assim, as práticas que regiam o mundo do trabalho se dividiriam.
Sendo assim, concordamos com Rodrigo A, Silva, que diz que essas crianças poderiam ser retiradas do trabalho produtivo para receberem instruções e isso afetaria os lucros dos senhores, como despertaria o descontentamento entre os escravos que não pudessem ser beneficiados.
A critica em relação aos procedimentos educacionais que eram dirigidos aos escravos, foi um dos aspectos mais interessantes desse debate. Mas o que de fato caracterizou as discussões sobre a libertação do ventre, foram odes taque dada a necessidade de introduzir novos procedimentos educacionais que contemplassem os negros.
Reivindica-se a utilização de praticas educativas com características modernas, colocando em evidência a necessidade de escolarização e difusão da instrução para os escravos e seus descendentes.
Ainda em torno da questão educacional, esses debates levaram-nos a estabelecer algumas atribuições do Estado em relação às crianças que nasceriam livres de mulheres escravas.
A parti de 1871, o governo do império, através do ministério da Agricultura, desenvolveu uma política publica cujo objetivo era educar as crianças libertas pela lei do ventre livre.
Como resultado dessa política surgiu algumas instituições voltadas para educação dessas crianças.



CONCLUSÃO

Nesse sentido, a analise que realizamos confirma que esta permitida compreender anova configuração que adquiriu a educação dos negros durante o período abolicionista, ao analisar praticas educativa, buscando identificar papel dessas praticas, tendo em vista as profundas mudanças que ocorriam na sociedade brasileira.
Mas por outro lado, o que nos leva a crer, que entre essa consciência e a atitude de não tornar a educação um bem acessível ao individuo oriundo do cativeiro, o que verdadeiramente se construiu foi  uma determinação de incluir os escravos e seus descendentes de forma absolutamente marginal da sociedade organizada a partir dotrabalho livre.







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